6 de mar de 2011

Carnaval 2011: Debaixo de chuva, Banda de Ipanema encerra folia em ritmo de frevo

Fonte: G1 / RJ


Segundo a Polícia Militar, desfile com cerca de 50 mil foi marcado pela paz.
Os cartunistas Paulo e Chico Caruso são os homenageados do ano.


Alba Valéria Mendonça
Do G1 RJ
Foi debaixo de chuva que a Banda de Ipanema, um dos blocos mais tradicionais do carnaval carioca, encerrou sua apresentação por volta das 22h deste sábado (5), na Zona Sul do Rio, como se os céus lamentassem o fim do desfile. De acordo com informações da a Polícia Militar, a banda atraiu cerca de 50 mil foliões às ruas de Ipanema, num desfile marcado pela paz, sem ocorrências de violência.
A animação foi tão grande que até as presidentes brasileira Dilma Rousseff e argentina Cristina Kirchner resolveram dar o ar da graça em Ipanema, nos corpos dos gaúcho Arnaldo D'Ávila e do paulista Paulo Andreysuka, respetivamente.
Presidentes na Banda de Ipanema (Foto: Alba Valéria Mendonça/ G1)
Presidentes da Argentina e do Brasil caem na folia
na Banda de Ipanema (Foto: Alba Valéria
Mendonça/ G1)
"Quem foi que disse que eu quero reclusão? A festa está tão boa que já estou pensando em fazer o PAC da Banda de Ipanema", disse a descontraída Dilma, num tailleur vermelho.
"Já eu, estou achando tudo mui hermoso, mui bueno e vou criar a Banda de Buenos Aires. Vai seme novo projeto de governo", complementou Cristina, de terninho azul bebê.
Mas não foram só as presidentes que abrilhantaram a festa, teve gente que veio de outro planeta. Ou melhor de outra dimensão, como as personagens do filme "Avatar", que dividiam democraticamente o espaço com as três graciosas Minies, duas charmosas Negas Malucas e duas medonhas Meninas do Sul.
"Festa boa é assim: nem a chuva atrapalha. Na verdade, ela refresca e traz ainda mais alegria" disse uma das Minies.
Trégua no meio do desfile
A chuva, que só deu trégua em poucos momentos da folia, acabou inspirando alguns dos momentos mais animados, em que a banda se rendeu ao ritmo do frevo e fez muitos participantes dançarem erguendo seus guarda-chuvas ao alto. A Banda de Ipanema esbanjou alegria e jovialidade com seus 46 anos de idade e 47 desfiles pelas ruas de Ipanema.
Banda de Ipanema (Foto: Paulo Nicolella/Agência O Globo)Foliões da Banda de Ipanema capricharam nas fantasias (Foto: Paulo Nicolella/Agência O Globo)
Este ano, os homenageados são os irmãos cartunistas Paulo e Chico Caruso, segundo um dos fundadores da banda, J. Rui. Mesmo debaixo de chuva, cerca de 50 mil foliões, de acordo com os organizadores, acompanham o bloco.
Banda de Ipanema (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
Renato Leal encarou o desfile do alto, sobre
pernas de pau (Foto: Alba Valéria Mendonça/G1)
Repertório de clássicosAs tradicionais marchinhas tocadas pela banda se misturaram ao som de clássicos, como o "Trenzinho caipira" de Villa-Lobos. E embalaram a multidão.
Fantasiados de palhaço, o advogado Ailton Silva e a pedagoga Greice Mara, não perderam o rebolado e, com um violãozinho infantil, prometiam engrossar a turma de 60 ritmistas.
"Este ano, vamos ficar só no carnaval de rua. Já estivemos no Cordão do Bola Preta, agora vamos aproveitar a banda", disseram os foliões.
Vestido de capricórnio sobre pernas de pau, o técnico de laboratório Renato Leal, prometia garra, animação e muito suor vestindo uma fantasia feita de espuma. "É o primeiro ano que saio de pernas de pau. Estou animado. Daqui de cima dá pra ver tudo e curtir muito mais", afirmou Renato.
Debaixo de chuva
Quando a chuva apertou, a banda ataca de frevo, com guarda-chuvas balançando no ar. Para espantar o baixo astral, amigos se vestiram de preto velho para atrair boas energias para a banda. Os mais velhos procuraram abrigo nas poucas marquises ao londo da Avenida Vieira Souto.
"Nada vai atrapalhar a gente. Viemos do Rio Grande do Sul para curtir o carnaval no Rio e estamos adorando. Estou de noiva, mas não quero compromisso com nada a não ser me divertir", contou a gaúcha Dirce, que junto com outros dois amigos vai desfilar no domingo (6) na Sapucaí.
A chuva só deixou preocupado o folião que, fantasiado de poodle rosa, temia que sua fantasia e a pintura de seu corpo fossem, literalmente, por água abaixo. Só mesmo as antigas marchinhas de carnaval foram capaz de melhorar o humor do preocupado "canino".

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