Onze escolas de samba disputam uma vaga na elite do carnaval carioca.
Desfiles acontecerão no dia 5 de março, na Marquês de Sapucaí.
Com pouca verba e falta de estrutura, as 11 escolas de samba do Grupo de Acesso A do Rio abusam da criatividade para dar nova cara a alegorias usadas e apresentar um desfile luxuoso na Sapucaí. Para chegar à elite do carnaval carioca, as agremiações enfrentam condições de trabalho insuficientes, áreas insalubres e falta de segurança nas ruas.
As escolas do Grupo de Acesso já deixaram de ser consideradas pequenas há muito tempo. Entre as agremiações que vão desfilar no dia 5 de março (sábado) estão campeãs como Império Serrano, Estácio de Sá e Viradouro.
Diante das dificuldades, os carnavalescos recorrem a materiais mais baratos e contam com a ajuda das escolas do Grupo Especial para montar o seu carnaval. Nos barracões, espalhados pela Zona Portuária, é comum encontrar esculturas que foram usadas em outros carnavais. Além disso, algumas agremiações cedem parte do seu ateliê para a confecção das fantasias.
Diante das dificuldades, os carnavalescos recorrem a materiais mais baratos e contam com a ajuda das escolas do Grupo Especial para montar o seu carnaval. Nos barracões, espalhados pela Zona Portuária, é comum encontrar esculturas que foram usadas em outros carnavais. Além disso, algumas agremiações cedem parte do seu ateliê para a confecção das fantasias.
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Os barracões antigos, no entanto, podem estar com os dias contados. No fim de janeiro, o prefeito Eduardo Paes anunciou a intenção de construir uma segunda Cidade do Samba. Nos próximos anos, as escolas terão que desocupar os galpões para as obras de revitalização da área. O prefeito já está à procura de terrenos nos bairros de São Cristóvão e Benfica.
Entenda o regulamento
A ordem dos desfiles do Grupo de Acesso foi definida após um sorteio. Como no Grupo Especial, a escola campeã do Grupo de Acesso B abrirá a noite de apresentações. Segundo a Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso (Lesga), o tempo de cada desfile será de, no mínimo, 50 minutos e, no máximo, 58 minutos. A agremiação que não respeitar esse tempo será penalizada.
A ordem dos desfiles do Grupo de Acesso foi definida após um sorteio. Como no Grupo Especial, a escola campeã do Grupo de Acesso B abrirá a noite de apresentações. Segundo a Liga das Escolas de Samba do Grupo de Acesso (Lesga), o tempo de cada desfile será de, no mínimo, 50 minutos e, no máximo, 58 minutos. A agremiação que não respeitar esse tempo será penalizada.
Cada escola deverá fazer a dispersão de suas alegorias no tempo máximo de 60 minutos, contados a partir do término de seu desfile. Ainda de acordo com a Lesga, cada agremiação deverá desfilar com, no mínimo, 1,2 mil componentes, 40 baianas, 130 ritmistas, e três a cinco carros alegóricos. O não cumprimento acarretará na penalização de 0,5 ponto para cada infração.
Os 50 julgadores darão notas de 7 a 10 nos seguintes quesitos: bateria, samba-enredo, evolução, enredo, harmonia, alegorias e adereços, fantasias, comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, harmonia e conjunto. Segundo o regulamento, a escola campeã subirá para o Grupo Especial. Já as duas últimas colocadas serão rebaixadas para o Grupo de Acesso B.
CONHEÇA OS ENREDOS DAS ESCOLAS DE SAMBA DO GRUPO DE ACESSO A
Alegria da Zona Sul
Mesmo após sofrer um incêndio em parte do seu barracão no início do mês, a escola promete apresentar um desfile completo, com alegorias grandiosas e muita cor. A agremiação terá uma ala destinada aos adeptos da religião e filhos do orixá Xangô. O abre-alas será acoplado e terá elementos da cultura afro, com esculturas feitas em bambu e uma grande tartaruga.
Renascer de Jacarepaguá
Índios com asas e muito verde virão no abre-alas, que vai representar a cultura local dessas cidades. “A gente está fazendo um convite para que as pessoas conheçam essas cidades. Será um carnaval bem colorido e alegre. Falaremos da primeira Maria Fumaça do Brasil e do clima e da arquitetura. A gente fala da água em sim, que é um elemento precioso”, explicou Edson.
Viradouro
Com 2.200 componentes e cinco alegorias, a Viradouro conta com a força e a garra de sua comunidade. A bandeira da agremiação estará estampada já no abre-alas. "A ideia é transmitir a mensagem de comunicação através do próprio símbolo da escola. O enredo conta a história da comunicação, mas a comunicação com um foco, que é o seu propósito de unir as pessoas”, disse Jack.
Acadêmicos de Santa Cruz
“Paz e amor: o sonho não acabou”. Esse é o título do enredo que a Acadêmicos de Santa Cruz vai levar para a Avenida. De acordo com o coreógrafo e integrante da comissão de carnaval, Carlinhos Muvuca, a agremiação vai desfilar com cinco carros e 2,5 mil componentes. Um dos destaques será a última alegoria, que vai trazer uma grande pomba da paz, que terá movimentos nas asas.
“Paz e amor: o sonho não acabou”. Esse é o título do enredo que a Acadêmicos de Santa Cruz vai levar para a Avenida. De acordo com o coreógrafo e integrante da comissão de carnaval, Carlinhos Muvuca, a agremiação vai desfilar com cinco carros e 2,5 mil componentes. Um dos destaques será a última alegoria, que vai trazer uma grande pomba da paz, que terá movimentos nas asas.
“Queremos mostrar que esse sonho de paz e amor ainda continua perpetuando na vida dos jovens e de todos os nós. O nosso abre-alas vai representar ‘o mundo em transformação’. Um bailarino fará acrobacias numa cama elástica representando o pulsar do coração. Queremos mostrar que o sonho de uma sociedade mais justa, mas igualitária é possível”, disse Carlinhos Muvuca.
Império da Tijuca
“Nós vamos retratar os grandes carnavais do mundo, através do parâmetro de fantasia, aquilo que dá figurino, que conta a história dos povos através das roupas. Nós vamos dividir o enredo em carnavais do frio, da neve, os carnavais ‘calientes’ e os carnavais crioulos. A gente fecha com os carnavais brasileiros, essa grande festa que move multidões", afirmou Severo Luzardo.
Inocentes de Belford Roxo
A Inocentes fará a homenagem na semana em que a morte do quinteto, causada por um acidente aéreo na Serra da Cantareira (SP), completará 15 anos. Os parentes de Dinho, Bento, Júlio, Samuel e Sérgio foram convidados. A bateria vai representar o personagem “Robocop Gay”. Os cinco roqueiros virão representados no abre-alas, que será todo espelhado.
Acadêmicos do Cubango
Uma das alegorias que promete chamar a atenção do público é a que representa a televisão. A escola preparou uma típica cena familiar em frente à TV, com direito a robôs do “Big Brother Brasil”. A escola convidou artistas da Era do Rádio e do cinema. A Cubango quer mostrar, ainda, que as emoções não aparecem por acaso, e que podem ser encontradas no nosso dia a dia.
Estácio de Sá
“É um enredo romântico e clássico. A Estácio vai apresentar um enredo de fácil leitura. A nossa comissão de frente vai representar a moda como os ranchos abriam os seus desfiles. Já o segundo setor falará da rosa do amor. Em seguida, eu falo da rosa religiosa, a rosa do artesanato e a influência da rosa na música”, explicou o carnavalesco Marcus Ferreira.
Império Serrano
“Ninguém como Vinícius cantou a mulher, o amor, os encontros, os desencontros, a saudade, a alegria e a tristeza. Eu me baseei no poema ‘A legião dos Urias’, que é uma coisa muito teatral, para começar o enredo. Depois, eu faço um passeio por suas músicas. A música arrastão, por exemplo, virá representada pela bateria. Nós procuramos fazer uma homenagem à altura de Vinícius”, disse.
Acadêmicos da Rocinha
“O enredo partiu da ideia de um material comum na nossa vida. O vidro está em quase tudo. Vamos falar da lenda do surgimento do vidro, dos povos que fizeram uso dele ainda de uma maneira muito rústica, do luxo que o vidro ofereceu na Europa, a mudança na arquitetura e da ciência e da tecnologia que vai lançar o vidro como a lâmpada e o microscópio”, explicou Luiz Carlos Bruno.
Caprichosos de Pilares
“Vamos mostrar como era o subúrbio e como ele é hoje. Vamos falar da violência, da fé, da educação, da alimentação e outras necessidades do subúrbio. Falaremosdas festas e dos costumes, porque o subúrbio carioca tem uma cultura própria e vamos fechar com essa festa, com o carnaval. Será um desfile alegre e diferente”, disse Amaury Santos
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