Fonte: O Dia Online
Intervenções na cidade se transformam em verdadeiras piscinas, aumentando o risco de proliferação do Aedes aegypti
POR CELSO OLIVEIRA

Água parada em uma obra da prefeitura na Praça Mauá, no Centro | Foto: Uanderson Fernandes/ Agência O Dia
Rio - Terrenos públicos com equipamentos abandonados, como carros e máquinas, não são os únicos espaços na cidade com risco de proliferação do mosquito da dengue. Buracos no chão abertos durante obras viram verdadeiras ‘piscinas’, alarmando ainda mais a população. Na Praça Mauá, Centro do Rio, há alguns exemplos, como na esquina das ruas Coelho e Castro e Edgard Gordilho.
No local acontece há três meses obra de revitalização da Zona Portuária, uma fase do projeto Porto Maravilha, da prefeitura. Duas grandes galerias de concreto descobertas foram flagradas por equipe de <CF54>O DIA</CF> cheias de água na sexta-feira. No cruzamento da Coelho e Castro com a Rua Argemiro Bulcão, há outra cratera empoçada, onde foi descoberto sítio arqueológico ano passado.
“Os operários estão aqui todos os dias, mexendo nas galerias, mas a água fica aí e nós que trabalhamos perto ficamos preocupados”, comentou o segurança de uma empresa. “Não tomaram o devido cuidado deixando a obra descoberta. O correto seria tapar ou bombear essa água. Já alertamos a prefeitura, mas não tivemos resposta”, reclamou Sandro César, secretário-geral do Sindicato dos Mata-Mosquitos do Estado.
A preocupação com as galerias alagadas da Coelho e Castro é ainda maior para moradores do Morro da Conceição e da Pedra do Sal, ou para quem estuda na Escola Municipal Vicente Licínio Cardoso, que fica em frente ao canteiro de obras. A Secretaria Municipal de Obras informou que técnicos farão vistoria no local.
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