11 de abr de 2011

‘Fantasmas’ da DAS estão na mira da Corregedoria

Fonte: O Dia Online


Vinte agentes receberiam salários sem trabalhar na Divisão Antissequestro. Um deles, inclusive, estaria morando nos EUA

POR CHRISTINA NASCIMENTO
Rio - A Corregedoria da Polícia Civil (Coinpol) instaurou sindicância há cerca de 15 dias e investiga policiais da Divisão Antissequestro (DAS) que estariam recebendo salário sem aparecer para trabalhar. Numa lista de 20 supostos ‘fantasmas’, há o caso de um investigador que estaria, inclusive, morando e trabalhando em Miami, nos EUA, há três anos. Há ainda um servidor que, apesar de ser auxiliar de necropsia, está fazendo plantão na DAS.

Segundo o corregedor da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano, na denúncia há informações de que o agente que reside nos EUA estaria recebendo seu ponto para assinar por Sedex ( serviço de entrega dos Correios). Fora do país, ele dá aula de jiu-jítsu.

“Já pedimos para a Polícia Federal (PF) as entradas e saídas dele do Brasil, a fim de fazermos um comparativo com sua escala de trabalho. Na folha de ponto da DAS, ele aparece de férias nos meses de janeiro e fevereiro. Estamos apurando se essa informação é, de fato, verdadeira. A investigação deve durar 60 dias”, explicou Emiliano.

O auxiliar de necropsia teria conseguido lotação na DAS por ter parentesco com um ex-chefe de Polícia Civil. A denúncia que chegou à Corregedoria indica ainda que alguns servidores, além de não comparecer para trabalhar, ainda pagam para constar na lista de ‘fantasmas’ e manter outras funções durante o período em que deveriam cumprir o expediente. 

Ao ver escala, delegado constata que policiais estavam sem trabalhar

A suspeita de ‘fantasmas’ na DAS surgiu em janeiro, após o secretário de Segurança Pública e Cidadania de Maricá, delegado Alexandre Neto (alvo de atentado em 2007), receber autorização da Secretaria de Segurança Pública do Rio para aumentar sua escolta, que é feita pela Antissequestro, de dois para três policiais.

A decisão de aumentar o número foi autorizada após a polícia receber denúncia de que ele sofreria novo atentado. 

Diante das dificuldades que a DAS apresentou para ceder um dos seus policiais, o delegado foi à unidade e, ao pedir escala de plantão, constatou, com ajuda de outros servidores da unidade, que havia vários policiais que não compareciam para trabalhar há algum tempo.

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