Fonte: O Dia Online
No centro materno-infantil estão sendo construídos 80 leitos, entre os obstétricos e os de cirurgias ginecológicas e obstétricas
Rio - Em Duque de Caxias, os serviços no setor de saúde estão passando por uma revolução, como, por exemplo, a reforma nos postos 24h e a construção de uma nova e maior unidade do gênero em Campos Elíseos. “A saúde é uma de nossas áreas prioritárias de investimento”, afirmou o prefeito José Camilo Zito, que destaca no setor duas grandes obras em andamento: a reforma do tradicional Hospital de Duque de Caxias, que se transformará no maior Policlínica do Rio de Janeiro, e o Hospital da Mulher Casa da Mãe Caxiense, que oferecerá uma proposta de atendimento materno-infantil inovadora no estado.
Atenção total para mãe e para o bebê. Está é a tônica do Hospital da Mulher Casa da Mãe Caxiense, que está sendo erguido em Santa Cruz da Serra e vai dar toda atenção às mães desde o primeiro exame pré-natal, além de prestar assistência clínica do nascimento aos cinco anos de vida do bebê. O prédio – com área de 7,3 mil metros quadrados – terá toda infraestrutura necessária para prestar atendimento às parturientes e seus filhos, inclusive os portadores de necessidades especiais.
“De acordo com o SUS, atualmente nossa cidade não dá conta de todos os partos que precisam ser feitos e muitas mães vão procurar atendimento em outros municípios. Vamos mudar esse quadro”, afirmou o secretário municipal de Saúde Danilo Gomes. “Não queremos apenas mais uma maternidade na cidade, mas um local que sirva de exemplo para todo o país na assistência durante a gestação e no pós-parto”, declarou o prefeito Zito.
No centro materno-infantil estão sendo construídos 80 leitos: 65 obstétricos, 12 para cirurgias ginecológicas e obstétricas e três para isolamento, além de berçário com quatro incubadoras, quatro berços aquecidos para recém -nascidos que necessitem de cuidados especiais e um berçário de cuidados intensivos (UTI neonatal) com cinco berços. As futuras mães poderão realizar pré-natal, ultrassonografia e mamografia, além de cirurgias ginecológicas. A Casa da Mãe Caxiense terá capacidade de realizar 900 partos por mês.
Outra obra de vulto na área da saúde em Caxias é a reforma do Hospital Municipal de Duque de Caxias, fechado no início de 2009 devido a uma intimação da Vigilância Sanitária Estadual. De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Danilo Gomes, com a reforma, o antigo hospital se transformará na maior policlínica do Estado do Rio de Janeiro, atendendo até 4 mil pessoas por dia.
Hospital anterior foi intimado a fechar as portas pela Defesa Civil
Inaugurado há mais de 40 anos, o Hospital Municipal de Duque de Caxias foi intimado a fechar suas portas no final de 2008, devido a um laudo da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil que o declarava sem condições adequadas de higiene e de conservação, além de não possuir os equipamentos mínimos necessários para funcionar. O secretário de Saúde informou que, além dos problemas que apresentava, o Hospital estava defasado em relação às necessidades da população de Caxias. “Quando ele começou a funcionar, era o que Caxias precisava, pois a cidade tinha 300 mil moradores. Hoje, são quase 900 mil. Agora, precisamos de uma grande unidade ambulatorial para diminuir o atendimento em nossas emergências”, informou Danilo.
A nova policlínica não fará atendimento de emergências. Todas as consultas serão agendadas, como se fosse uma clínica particular. Os quatro andares do hospital terão um foco específico. O 1º andar voltado para deficientes físicos, idosos e todos os pacientes que tiverem dificuldade de locomoção. Terá ortopedia, fisioterapia, radiografia e fonoaudiologia, além de uma piscina para a prática de hidroterapia. O 2º andar será para o diagnóstico, com raios- x, ressonância magnética e tomografia computadorizada.
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