28 de mai de 2011

PMs suspeitos de trabalhar durante a folga no carnaval são punidos no Rio

Fonte: G1 Rio de Janeiro


Eles trabalharam em empresa de controle de acessos ao Sambódromo.
Segundo a Polícia Militar, oficiais punidos podem entrar com recurso.

Do G1 RJ
A Polícia Militar informou que decidiu punir administrativamente 11 policiais militares suspeitos de prestar serviços para uma empresa no Sambódromo do Rio durante o carnaval de 2009. Segundo a PM, os agentes estavam de folga e teriam exercido o trabalho como um "bico" - o que é não é permitido, segundo regulamento da instituição. A decisão de punir os policiais foi divulgada no boletim interno do dia 19, mas ainda cabe recurso dos agentes, segundo a Polícia Militar.

Entre os policiais militares punidos estão dois coronéis, dois tenentes-coronéis, cinco majores e dois tenentes. De acordo com a Polícia Militar, a punição consiste em uma repreensão – uma sanção administrativa, que é publicada em boletim e inscrita na folha de assentamentos do policial, e pode prejudicá-lo em uma possível promoção.

Na ocasião, eles trabalharam para uma empresa que cuidava dos acessos e da recepção a autoridades no Sambódromo. Segundo a PM, foi aberta uma sindicância após o ocorrido.

A PM informou ainda que a corporação avaliou que a prática laboral dos oficiais contrariava a disciplina militar. A sindicância foi aberta e o atual comando cumpriu o regulamento, concluindo pela punição.

Coronel se defende
Um dos oficiais punidos é o atual comandante das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Robson Rodrigues da Silva. Procurado pelo G1, ele informou que já entrou com recurso. Ele confirmou ainda que trabalhou durante a folga e alegou que não vê problemas se o serviço não for “ilegal nem imoral".

“É uma posição que eu respeito da corporação, mas eu tenho meu direito e nós estamos em fase de recurso para que meus argumentos sejam ouvidos no sentido das minhas horas de folga e no sentido do que eu posso e não posso”, disse o comandante. Ainda segundo ele, todos os serviços “extras” eram comunicados para seus superiores. “Eu sempre informava meus comandantes. Nunca fui clandestino nesse sentido, sempre falei para todo mundo”.

Ele contou ainda como foi chamado para trabalhar durante o carnaval. “Um coronel que eu já conhecia há algum tempo me perguntou se eu tinha algo para fazer no carnaval, se eu queria trabalhar”, explicou Silva.

Para o coronel, a discussão que envolve o trabalho dos policiais nas suas folgas deve ser debatida. “Essa é uma discussão interessante, produtiva”, comentou.

Estado começa a regulamentar os ‘bicos
Em março deste ano, o governo do Rio deu o primeiro passo para a regulamentar os “bicos” dos policiais militares. No dia 16, foi publicado um decreto que criou o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis).

De acordo com o programa, o policial poderá prestar, durante sua folga, atividades extras ligadas a prefeituras. O turno adicional para os PMs será de 8 horas de serviço e o policial deverá ter um intervalo de mais 8 horas antes de retomar suas atividades.

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