18 de abr de 2011

Menino que recebeu coração novo no Rio responde bem ao tratamento

Fonte: G1 / RJ


Segundo hospital, criança está com quadro de saúde estável. 
Patrick Hora Alves passou pelo transplante na sexta-feira (15).

Do G1 RJ
A assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) informou que o menino Patrick Hora Alves, de 10 anos, que foi submetido a uma cirurgia de transplante de coração na sexta-feira (15), está com quadro de saúde estável. De acordo com a assessoria, apesar de o estado de saúde de Patrick ainda ser considerado grave, pelo fato de ter passado por uma cirurgia de altíssima complexidade, o pós-operatório do menino está dentro do esperado e ele responde bem ao tratamento.
Até a noite de sábado (16), após passar por novos exames, Patrick estava sedado e necessitava de suporte cardiorrespiratório e renal. A mulher que doou o coração para o menino tinha 37 anos e morava em Volta Redonda, no Sul Fluminense. Segundo a assessoria do hospital, o coração chegou ao Rio de helicóptero.

Cirurgia foi um sucesso, diz médico
Na sexta-feira, o cardiologista do hospital, Alexandre Siciliano, classificou como um "sucesso" o transplante, mas reiterou que, por se tratar de uma cirurgia de alto risco, as próximas 72 horas ainda são consideradas críticas. Neste período, a criança poderá apresentar rejeição ao novo coração, assim como sangramentos, arritmias e paradas cardíacas.

Segundo ele,  Patrick ficará, no mínimo, 30 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica do hospital e precisará tomar remédios para a vida toda.
De acordo com o diretor do INC, Marco Antonio Mattos, cerca de 30 profissionais, entre médicos, enfermeiros e assistentes sociais trabalharam no processo de transplante do menino.
Patrick foi a primeira criança do Brasil a conviver com um coração artificial por cerca de 30 dias. O diretor explica que Patrick sofria de uma doença genética chamada miocardiopatia restritiva. Desde então, o menino teve dois coágulos no coração e o órgão acabou se deteriorando, após uma das cirurgias para a retirada do coágulo. O coração artificial poderia ficar no corpo da criança por até três meses.
Suspeitos de agredir doadora são presos
Na sexta-feira (15), agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda, no Sul Fluminense, prenderam a filha e o companheiro da mulher que teve o coração doado ao menino Patrick. Segundo a Polícia Civil, os dois são suspeitos de espancar a pauladas a doadora. Ela teve morte cerebral no Hospital Santa Margarida, naquele município.

A agressão ocorreu na segunda-feira (11) e a vítima, de 37 anos, estava internada desde então. De acordo com a polícia, os dois tiveram o mandado de prisão temporária expedido pela 2ª Vara Criminal do Juizado de Violência Doméstica, por lesão corporal seguida de morte.
A doadora morava com o companheiro em Barra Mansa há 9 anos. De acordo com a Polícia Civil, a vítima desconfiou que seu companheiro estivesse tendo um caso com a sua filha. Ela encontrou os dois em Volta Redonda, num local conhecido como Beco do Cabelo, no bairro de São Geraldo. Após uma discussão, a doadora foi agredida pela filha e pelo companheiro, informou a polícia.
De acordo com a polícia, uma filha de 15 anos da vítima, ao saber que a mãe teve morte cerebral na quinta-feira (14), relatou a agressão a policiais. A polícia informou ainda, que, segundo relato da jovem, a mãe teria ligado no momento em que estava sendo agredida para pedir ajuda.

Um comentário:

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