19 de abr de 2011

Pesquisa pode reduzir gasto com peixe em 71,13%

Fonte: O Dia Online


Até 48% mais caros, em função da Semana Santa, pescados iguais têm diferença gritante de preços em feiras e mercados

POR MAX LEONE
Rio - A tradição de comprar peixe na Semana Santa traz a certeza de que consumidores vão pagar mais caro. Com a grande procura nos últimos dias pelo prato principal no feriado católico, os preços subiram até 48% nos supermercados, caso da anchova, segundo pesquisa semanal da Prefeitura do Rio. Mas é possível economizar até 71,13%, dependendo de onde a compra for feita: no supermercado ou na feira-livre. O preço médio do quilo do badejo, em posta, nos mercados do Rio está em R$ 16, subindo para R$ 27,38 nas feiras-livres.

Outra possibilidade de economizar é comprar o quilo da do filé de viola nos supermercados por R$ 16,89, em média. O valor se manteve estável na virada do mês em mercados pesquisados. Nas feiras-livres da cidade, de acordo com o levantamento semanal, feito entre os dia 4 e 10 de abril, o preço do quilo passou a custar R$ 24,75, em média. A diferença é de 46,54%.

“É normal os preços subirem nesse período. Aumenta a procura por peixes e o que é colocado à venda não consegue dar conta dos pedidos dos clientes”, avalia Gilberto Amendoeira, presidente do Sindicato dos Feirantes do Rio de Janeiro.

A saída é bater perna e optar por peixes que estão mais em conta nas balcões das peixarias dos mercados do que nas barracas das feiras.

A corvina no mercado custa, em média, R$ 7,52, Pelo levantamento da prefeitura, ficou mais barata 25,40%, nos primeiros dias de abril, em comparação com o a última semana da março. O quilo do produto sai em média a R$ 9,43 nas feiras. Nos supermercados, o quilo da pescadinha custava R$ 11,45 e nas feiras-livres, R$ 14,20, diferença de 24,02%.

Nas feiras é preferível comprar a anchova, onde o quilo do produto, segundo levantamento da prefeitura, custava R$ 15 em média. Nos supermercados do Rio, o peixe estava saindo por R$ 16,19 em média, diferença de 7,93%.

Quem procura encontra preços de outros peixes baratos. No Guanabara, o quilo do filé de merluza, sem pele, sai a R$ 8,98. Nos supermercado e hipermercado Extra, a sardinha norueguesa – Arenque custa R$ 3,99 e o filé de linguado congelado, pacote de 500 gramas, sai por R$ 14,90.

Receita simples e rápida deixa prato mais saboroso e preserva teor nutritivo

Quando o custo do peixe pesa muito no bolso, a saída é optar por receitas que transformem o produto menos saboroso em uma iguaria mais apetitosa. É o caso da corvina, que segundo o médico nutrólogo José Alexandre Portinho da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), é um pescado menos nobre. O especialista recomenda fazer um prato em que o teor nutritivo será mantido. Temperos e outros ingredientes, como o molho de maracujá, podem ajudar a realçar o gosto do prato. 

“Podemos pegar o peixe cortado em filés, do tamanho que a pessoa pretende servir. Depois, temperamos com sal e alho a gosto. Para cada 500 gramas de filé de peixe, usamos três maracujás médios. Com o suco da fruta com um pouco de água batido rapidamente no liquidificador, dá para preparar uma calda”, explica. 

Portinho continua dando as dicas para um almoço que leva, no máximo, 20 minutos para ser preparado:

“Em seguida, pegamos o peixe cortado em filés e arrumamos numa bandeja com a calda de maracujá por cima, quase encobrindo todas as postas. Feito isso, é preciso envolver o peixe em papel laminado para levá-lo ao forno a 220 graus, durante 10 minutos”, diz. 
Para deixar o prato gratinado, ensina Portinho, retira-se o papel laminado e retorna a bandeja ao forno por mais 10 minutos. Segundo ele, o prato pode ser servido com arroz e brócolis ou com arroz puro. 

No tempero também pode ser usado pimenta do reino, cebola e pimentão, entre outros ingredientes. 

Como saber se o peixe é fresco

- Na hora de comprar o peixe, o consumidor deve prestar atenção a alguns detalhes para verificar se está fresco. Segundo o médico nutrólogo José Alexandre Portinho, o primeiro passo é observar se os olhos do pescado estão saltados e brilhosos. “Não podem estar fundos”, ensina.

- É necessário ver se a pele do peixe está consistente e firme. “O consumidor precisa fazer uma leve pressão com um dedo. A pele não pode furar”, explica. 

- Guelras devem estar avermelhadas e escamas não podem soltar.

De lupa

ESTÁVEL — O preço da corvina se manteve estável entre o fim do mês de março e os primeiros dez dias de abril nos supermercados. O quilo custava, em média, R$ 7,52.

MAIS CARA — A pescadinha ficou 28,80% mais cara nos supermercados, na virada do mês, de acordo com a pesquisa da prefeitura feita em mercados e feiras-livres entre 4 e 10 de abril.

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